Eu queria entender tanta coisa que simplesmente não dá.

O egoísmo é uma dessas milhões de coisas. Essa semana, pela segunda vez, uma das pessoas mais importantes na minha vida decidiu que ela não é mais necessária no mundo e decidiu se matar. Novamente não conseguiu. Mas dessa vez eu não to mais poupando palavras. Dessa vez quando for pra eu falar eu vou realmente falar, tudo o que eu sinto da forma que eu sinto. Se ela não gostar, azar. Quando tentei ajudar fez de novo, então, agora se quiser tentar, que tente.
O que dá mais revolta em mim é que eu tentei ao máximo avisar todas essas merdas que iriam acontecer, e simplesmente fui taxada de não torcer pela felicidade dela. Eu só queria evitar esse sofrimento bobo e sozinho.

Eu não sei lhe dar com a morte. De forma alguma. Demorou assumir, mas é isso. A morte é algo que eu não gosto de falar, de ver, de sentir, de pensar. É a única coisa inevitável que existe, é a mais dolorosa e a que dá valor a tudo. E pensar, que alguém tão próximo a mim pensou em morrer por opção, é o pior sentimento que já senti.

Eu não fiquei aqui chorando por mais uma vez ter falhado como amiga, eu fui viajar, e foi uma das melhores viagens que já fiz. Pessoas que gosto demais, cidade que amo. Foi tudo perfeito, até as 9 horas de viagem devido ao trânsito foram divertidas.

Mudando de assunto… esses dias não estão sendo os melhores, nem mais fáceis. A correria do dia a dia ás vezes acaba comigo de diversas formas. Eu to tentando me sentir culpada por todas as faltas que tenho na vida. Hoje é um dia desses que eu queria ficar sozinha, porque não consigo achar mais onde é que tá errado. Mas eu simplesmente não acho nada. Hoje eu to possessiva, ciumenta e egoísta. E quando mais preciso que as pessoas entendam isso, é quando elas menos entendem.

Eu queria me entender em certos pontos, mas não consigo também. Eu hoje odeio uma das cidades que mais sonhava em conhecer, e talvez isso nunca passe. Eu preciso me sentir maior que algo que eu não estava presente pra superar um tabu na minha vida. Mas o que dói de verdade, é saber que não adianta qual lugar eu o leve, ou qual o tamanho da viagem, nada vai ser comparado àquela. Odeio essa sensação.

Essa semana eu sinto que terei muito trabalho, nenhum tempo pra nada, e só quero isso mesmo. Trabalho, academia, dormir, trabalho, academia…. por ai vai. Sei que assim vai ser melhor. Sem tempo pra pensar muito nos dilemas que a vida me traz.

Tem show do Otto. Vou tentar ir. Ouvir bem alto no carro não tá suprindo as necessidades. Preciso ir lá cantar.

Vivendo, aprendendo, errando, acertando, tentando, gritando, chorando, mas ainda assim querendo viver cada segundo que se passa, porque ele simplesmente não volta.

Ao som de Otto – Pra quem tá quente, um bom fim de domingo, e viva ao horário de verão!

 Boa semana :)

~ por Marcela em 14, Outubro 2007.

Uma resposta to “”

  1. Má, fuçei no seu orkut e achei o site e entrei e começei a ler e não consegui parar! Vc escreve coisas lindas, coisas q vem lá do fundo do coração. Me identifiquei com a sua história e do Leo, pq hj to vivendo uma parecida… um pouco mais lenta para crescer, porém com um sentimento que cresce a cada dia. Sim, isso é a coisa mais maravilhosa do mundo! Parabéns pelo texto, e parabéns por conseguir, mais do que tudo, ser feliz! Beijos!

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