Esse tempo que não volta…
Há uma semana atrás foi o show do Otto. Antes, fomos na casa do espeto, boas risadas, boa amiga… eu cantei, dancei, coloquei tudo pra fora naquela “balada alternativa”. Teve O celular de Naná, teve Anjos do Asfalto, pulei muito. As 4:30 chegamos em casa, cama direto, claro.
O sábado. É, foi um sábado bem difícil.
Eu lembro de muitas coisas da minha infância. De quando eu tinha uns 3, 4 anos. Tem duas lembranças que sei que eu tinha 1 ano. Adoro isso. Eu lembro muito bem de um natal, era manhã, e eu deveria ter uns 3 anos mais ou menos. Meu vô me pegou no colo, me levou na porta da cozinha, e falou: Olha lá fia, olha o papai noel indo embora! Minha infância foi feliz. Tinha festa sempre na casa dos meus pais. Ia a família toda. Que bom que lembro daqueles tempos.
Sábado eu levantei as 8:30, tinha que levar o Léo no trem. Voltei pra casa, não queria mais deitar na cama, apesar dos meus olhos teimarem em fechar. Minha mãe não tava bem, tava com medo, estranha, falou que desde sexta tava daquele jeito. Tudo aconteceu rápido. Meu pai ligou, meu vô tava indo de ambulância pro hospital, ele não tava bem. Eu precisava do Léo do meu lado. Meus pais foram pra minha casa, o Léo chegou. Aquela sensação estranha. E no almoço a notícia. Meu vô tinha partido pra um plano melhor.
Doeu. Chorei. Ainda dói, ainda choro. Eu queria tanta coisa aquela hora. Queria ter conversado mais com aquela pessoa que era meu padrinho, que me acompanhou em tanta fase boa da minha vida. Queria ter conhecido meu vô, saber como foi a infância dele, assim como ele sabia como tinha sido a minha. Mas acabou. Eu não vou mais poder perguntar isso aqui. Vou ter que esperar. Nessa hora, espero esperar bastante. Mas ô saudade que dói.
Eu acredito em vida após a morte. Mas eu fico pensando, e aqueles que não acreditam? Pra mim, o enterro, fohi tão ruim, mesmo sabendo que meu vô não tava mais ali, aquilo doeu demais. E quem acha que acaba ali? Esse tipo de coisa, é melhor não pensar.
E agora, a vida continua. Tem que continuar. O que fica são lembranças, músicas, e felicidade, por ter tido tamanha sorte, por alguém tão único ter contruído parte da minha família que eu amo tanto. Saudade eu sempre vou sentir, e ás vezes vou chorar, mas alguém como meu vô, sabe, que essa lágrima que cai, não é tristeza pela partida, mas ansiedade para abraçar de novo.

Nós, a 23 anos atrás… meu vô e padrinho pra sempre!

Deixe um comentário